Os dados da Worldpanel by Numerator revelam uma categoria em reestruturação: entre os 12 meses que terminaram em junho de 2025 e o mesmo período de 2026, a penetração de compra registou uma queda de 4,7 pontos percentuais e o volume diminuiu 9%. No entanto, a penetração de consumo semanal passou de 4,2% para 4,5%.
Esta diferença entre compra e consumo ajuda a compreender que o chocolate não está simplesmente a perder espaço na rotina dos colombianos. Está também a mudar quando e por quem é consumido.
O que se passa com a compra de chocolate na Colômbia?
Entre os 12 meses que terminaram em junho de 2025 e junho de 2026, a penetração das compras de chocolate passou de 79,5% para 74,8%, o que representa uma redução de 4,7 pontos percentuais. O volume comprado, por sua vez, diminuiu 9%.
A evolução em valor foi diferente: a categoria cresceu 7% em valor, num período em que o preço médio aumentou 18%. A frequência de compra manteve-se estável .
Os indicadores revelam, portanto, diferentes dinâmicas a ocorrerem simultaneamente: há menos famílias a comprar e o volume de compras diminui, enquanto o valor da categoria aumenta num contexto de preços médios mais elevados.
Comprar menos chocolate não significa necessariamente consumi-lo com menos frequência
A perspetiva do consumo permite complementar esta interpretação.
Enquanto os indicadores de compras revelam uma contração, a penetração do consumo semanal aumentou de 4,2% para 4,5%, mantendo-se a frequência estável.
Esta diferença é relevante porque a compra e o consumo não representam exatamente o mesmo comportamento. Analisar ambos permite compreender não só quantos agregados familiares incluem chocolate no seu cabaz de compras e quanto compram, mas também que lugar ocupa esta categoria nas suas rotinas de consumo.
Neste caso, os dados mostram que, embora a base de compradores e o volume adquirido estejam a diminuir, o chocolate continua a fazer parte dos hábitos semanais.
O pequeno-almoço e o lanche da manhã estão a dar lugar ao chocolate
Uma das principais mudanças torna-se evidente quando se analisa quando é que se consome chocolate na Colômbia.
A participação no pequeno-almoço aumentou 5 pontos percentuais, enquanto os lanches da manhã registaram um aumento de 6 pontos percentuais. Em contrapartida, os lanches da tarde estão a perder importância.
Mais do que um crescimento uniforme do consumo, os dados revelam uma mudança nas ocasiões de consumo. O chocolate ganha mais espaço nas primeiras horas do dia, ao mesmo tempo que perde quota num dos seus momentos tradicionais da tarde.
Para as marcas, esta tendência representa uma oportunidade para compreender quais são as necessidades que estão na origem desses momentos matinais e qual o papel que a categoria pode desempenhar neles.
Identificar as motivações por trás destas mudanças pode ajudar a encontrar novos espaços de crescimento, desde a proposta de produto e formatos até à comunicação e às ocasiões em que uma marca procura ser relevante.
A Geração Z duplica a sua participação no consumo de chocolate
Não são apenas as ocasiões que estão a mudar. A composição geracional do consumo também está a sofrer alterações.
A participação da Geração Z duplicou, passando de 8% para 16%, enquanto a da Geração X aumentou de 30% para 38%. Os idosos, por sua vez, viram a sua participação diminuir.
O aumento da importância da Geração Z reveste-se de especial relevância para compreender a evolução futura da categoria. Uma maior presença de consumidores jovens pode implicar novas ocasiões, necessidades e formas de interação com o chocolate.
No entanto, este dado não significa necessariamente que a Geração Z esteja a comprar mais chocolate. O que ele revela é que a sua participação no consumo desta categoria aumentou.
Compreender como estas gerações se relacionam com os diferentes momentos de consumo será fundamental para identificar o que está por trás desta transformação e como as marcas podem responder a ela.
O setor do chocolate na Colômbia está a passar por uma reestruturação
Os indicadores de compra, consumo, ocasiões e gerações delineiam uma categoria que está a passar por mudanças em diferentes dimensões.
Por um lado, a penetração de compra diminuiu 4,7 pontos percentuais e o volume registou uma queda de 9%. Por outro lado, a penetração de consumo semanal mantém-se e regista mesmo um ligeiro aumento, passando de 4,2% para 4,5%.
Ao mesmo tempo, o chocolate ganha quota de mercado no pequeno-almoço e nos lanches da manhã, e gerações como a Geração Z e a Geração X aumentam o seu peso no consumo.
Para as marcas, olhar apenas para a evolução do volume pode fazer com que se perca de vista uma parte importante desta transformação. Compreender quem consome, quando o faz e que necessidade procura satisfazer em cada ocasião permite identificar onde a categoria está a perder relevância, mas também onde podem estar a surgir novas oportunidades.
Mais do que desaparecer da rotina dos colombianos, o chocolate está a mudar o seu lugar nessa rotina.
Perguntas frequentes sobre o consumo de chocolate na Colômbia
O consumo de chocolate na Colômbia está a diminuir?
Os indicadores revelam comportamentos diferentes entre a compra e o consumo. A penetração de compra caiu de 79,5% para 74,8% e o volume comprado diminuiu 9%, mas a penetração de consumo semanal passou de 4,2% para 4,5% e a sua frequência manteve-se estável.
Em que momentos do dia é que o consumo de chocolate está a aumentar?
O chocolate está a ganhar quota de mercado durante a manhã. O pequeno-almoço registou um aumento de 5 pontos percentuais como ocasião de consumo e os lanches da manhã cresceram 6 pontos percentuais, enquanto os lanches da tarde perderam relevância.
Que gerações estão a ganhar quota no consumo de chocolate?
A Geração Z duplicou a sua participação, passando de 8% para 16%, enquanto a Geração X passou de 30% para 38%. A faixa etária dos idosos viu a sua participação diminuir.
Será que o consumo de chocolate está a diminuir na Colômbia?
Sim. Nos 12 meses findos em junho de 2026, a penetração de compras situou-se nos 74,8%, contra os 79,5% do período anterior, enquanto o volume de compras registou uma queda de 9%.
Por que é que o valor do chocolate aumenta se o volume adquirido diminui?
A categoria registou um crescimento de 7% em valor, enquanto o preço médio aumentou 18%. Ao mesmo tempo, o volume adquirido diminuiu 9%, pelo que o crescimento em valor ocorre num contexto de preços médios mais elevados e de menor volume.
Que oportunidades representam estas mudanças para as marcas de chocolate?
Os dados apontam para oportunidades relacionadas com novos momentos e perfis de consumo, especialmente o pequeno-almoço, os lanches da manhã e a maior participação de gerações como a Geração Z e a Geração X. Compreender as necessidades subjacentes a estes momentos pode ajudar as marcas a identificar novos espaços de relevância.

