Os dados da Worldpanel by Numerator revelam que o Pingo Doce e o Lidl reforçaram a sua posição ao longo das primeiras 24 semanas do ano, enquanto o Continente estabilizou após um início de ano mais difícil. Por sua vez, a Mercadona continuou a expandir a sua base de clientes, impulsionada pela abertura de novas lojas, embora esse crescimento ainda não se traduza de forma proporcional na quota de mercado.
Crescer implica aumentar o valor e a frequência das compras
Os resultados revelam que as cadeias de supermercados estão a seguir caminhos diferentes para ganhar quota de mercado. No caso do Pingo Doce, a evolução manteve a tendência observada no início do ano, apoiada na valorização dos cestos de compras através das suas dinâmicas promocionais.
O Lidl, por sua vez, continuou a ganhar quota de mercado graças ao aumento da frequência de compras e ao reforço da intensidade da relação com os seus clientes, demonstrando que as visitas mais regulares podem ser tão determinantes para o crescimento como o valor gasto em cada ocasião.
De acordo com a Worldpanel by Numerator, o mercado português caracteriza-se atualmente por uma elevada intensidade competitiva, em que o crescimento sustentável depende menos da capacidade de atrair novos consumidores e mais da capacidade de aumentar a frequência das visitas, reforçar o valor da cesta de compras e consolidar a relação com os compradores.
A Continente estabiliza e a Mercadona continua a alargar a sua base de clientes
Após um primeiro trimestre marcado por uma maior pressão competitiva, o Continente conseguiu estabilizar a sua posição ao longo do semestre, travando a tendência de perdas anteriormente registada.
A Mercadona manteve a estratégia de expansão da sua rede comercial e continuou a aumentar a sua penetração nos lares portugueses. No entanto, esse crescimento da base de clientes não teve, até ao momento, um impacto proporcional na quota de mercado.
O sortido ganha importância na diferenciação
Para além das estratégias de preços e promoções, a análise revela também uma evolução ao nível do sortido.
No caso do Lidl, verifica-se uma maior abertura às marcas próprias, a par do reforço da sua posição no mercado. Esta evolução traduz-se numa proposta comercial mais abrangente, capaz de responder às diferentes necessidades de compra dos consumidores.
Ao mesmo tempo, os dados revelam que os consumidores portugueses continuam a distribuir cada vez mais as suas compras por diferentes marcas de retalho, escolhendo cada uma delas em função do objetivo da compra e da proposta de valor apresentada. Neste contexto, os retalhistas competem em várias frentes ao mesmo tempo — preço, comodidade, sortido e experiência —, tornando o mercado mais dinâmico e exigente.
O segundo trimestre confirma a evolução do semestre
Os resultados do segundo trimestre confirmam as tendências observadas desde o início do ano.
O Lidl e o Pingo Doce mantiveram a trajetória de crescimento, embora o ritmo de crescimento
o Pingo Doce tenha começado a abrandar em relação ao primeiro trimestre. O Continente consolidou a estabilização da sua posição e a Mercadona continuou a aumentar a sua penetração, ainda sem reflexo proporcional na quota de mercado.
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