O estudo Brand Footprint QSR da Worldpanel revela o crescimento do setor, o dinamismo competitivo e as diferenças geracionais no consumo.
O mercado de fast food do Brasil registou um forte crescimento em 2024, com mais consumidores a envolverem-se numa variedade maior de canais. As principais marcas globais e locais estão a aproveitar este impulso para expandir o seu alcance, adaptar-se às preferências geracionais e fortalecer as suas posições num cenário altamente competitivo.
A perspetiva geral do mercado é positiva. Em 2024, o consumo de fast food no Brasil cresceu 16% em número de ocasiões e registou um aumento de 0,3 pontos percentuais em novos compradores. Além disso, 62% dos brasileiros consumiram fast food pelo menos uma vez durante o ano. O gasto médio anual em restaurantes de serviço rápido (QSRs) foi de R$ 263, com uma média de cinco visitas por pessoa.
O McDonald's, uma potência global, lidera a lista das marcas de fast food mais populares no Brasil, com 76,4 milhões de Pontos de Alcance do Consumidor (CRPs). A métrica CRP, desenvolvida pela Worldpanel, combina o número de famílias que compram uma marca com a frequência dessas compras. Logo atrás vêm o Burger King (68,5 milhões de CRPs), a Pizza Hut (26,3 milhões de CRPs), a rede de comida árabe acessível Habib's (19,8 milhões de CRPs) e a rede de restaurantes brasileiros com preços razoáveis Giraffas (16,5 milhões de CRPs).
Além da sua sólida posição de liderança, a McDonald's destaca-se pela sua forte presença nos principais canais de vendas, incluindo lojas físicas, comércio eletrónico e drive-thrus, todos eles com crescimento comprovado. Isto reflete a estratégia da marca de expandir os pontos de contacto com o consumidor para atender aos clientes que estão cada vez mais a combinar diferentes formas de comprar e interagir com a cadeia.
Quem está a ganhar com cada geração?
De acordo com o QSR Brasil 2025, enquanto o McDonald's mantém uma posição forte, outras marcas estão a ganhar terreno. O Burger King, por exemplo, atraiu o maior número de novos compradores entre todas as cadeias entre 2023 e 2024, com mais de 5 milhões de clientes adicionais.
Neste contexto, o estudo revela que o Burger King é o favorito entre as gerações Z (18-27 anos) e Alfa (menores de 18 anos), enquanto o McDonald's continua a ser a principal escolha dos Boomers (maiores de 58 anos), bem como das gerações Y (28-43 anos) e X (44-57 anos).
Este resultado alimentou uma discussão sobre o papel e a importância da comunicação na conexão com o público mais jovem. O McDonald's passou por uma modernização, mas é a forma de comunicação do Burger King que mais ressoa com o público mais jovem.

Outra marca de destaque é a Cabana Burger, uma rede brasileira local, que registou o maior crescimento de penetração durante esse período (+87,5%), particularmente entre consumidores dos grupos socioeconómicos A e B, bem como entre aqueles com idades entre 40 e 49 anos. A China in Box e a Pizza Hut também foram classificadas entre as redes de crescimento mais rápido, ganhando 1,2 milhões e 890 mil novos compradores, respetivamente.
No segmento premium, a Madero – outra rede brasileira focada em hambúrgueres caseiros – chamou a atenção com um aumento de 14,3% na penetração. O gasto médio por cliente da marca é 95% maior do que o do McDonald's, e ela se concentra em melhorar o gasto por visita, oferecendo uma experiência diferenciada dentro do modelo de fast food.
Quanto aos hábitos de consumo, os brasileiros ainda demonstram uma forte preferência pelo consumo no local, que representa 49,3% das ocasiões. O comércio eletrónico vem em segundo lugar, com 29,2%, seguido pelos pedidos por telefone, com 12,4%. O uso do drive-thru também está a ganhar relevância, com um aumento de 0,4 pontos percentuais na penetração.

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