Inovação para além do lançamento: o que realmente gera crescimento no setor dos bens de grande consumo

A maioria das inovações vende. Poucas mudam realmente o comportamento — e são essas que geram crescimento sustentável.

As marcas que mais crescem não são necessariamente as que lançam mais produtos.

São aquelas que conseguem:

  • criar novos hábitos
  • ampliar as oportunidades
  • angariar novos clientes
  • e transformar a forma como as pessoas consomem produtos.

Porque o crescimento sustentável não se deve apenas a vender mais. Deve-se a mudar comportamentos.

Mais lançamentos não significam mais crescimento

A indústria voltou a impulsionar a inovação.

Na América Latina, há mais de um lançamento de produtos de grande consumo por hora.

Mesmo assim, a maioria não consegue atingir uma escala significativa — e muitas das que crescem não geram crescimento adicional.

O problema não é a falta de inovação.

É que grande parte dos lançamentos continua a ser avaliada apenas por:

  • esgotado
  • distribuição
  • velocidade inicial
  • o seu volume de vendas

Mas as vendas não significam necessariamente um crescimento sustentável.

Muitas inovações:

  • redistribuem o volume internamente
  • canibalizam o portfólio
  • substituem ocasiões já existentes
  • ou geram apenas uma experiência passageira

A pergunta mais importante deixou de ser:

“Este lançamento vendeu?”

A nova pergunta é:

“O que é que este lançamento mudou realmente no comportamento do consumidor?”

Porque, hoje em dia, o crescimento é cada vez mais uma questão de comportamento.

O consumidor mudou — e inovar tornou-se mais difícil

O consumidor latino-americano está mais:

  • seletivo
  • fragmentado
  • omnicanal
  • menos fiel às marcas

e mais aberto à experimentação

Ao mesmo tempo, os repertórios de consumo estão a tornar-se mais reduzidos.

Mais opções já não significam mais espaço para a inovação.

Os lançamentos não competem apenas pela distribuição ou visibilidade.

Participam em:

  • presença no dia-a-dia
  • relevância percebida
  • recorrência e importância comportamental

É aqui que muitas inovações começam a perder força.

O futuro da inovação está no comportamento

As marcas mais inovadoras estão a mudar a forma de encarar o crescimento.

Elas já perceberam que as inovações mais relevantes não são apenas aquelas que vendem.

São aquelas que conseguem:

  • criar novos hábitos
  • criar novas oportunidades
  • alargar os horizontes de consumo
  • aumentar a relevância no dia a dia
  • e transformar o comportamento de compra

Porque a incrementalidade é uma consequência. O verdadeiro motor do crescimento sustentável é a relevância comportamental.

As 4 perguntas da inovação relevante

1. Essa inovação alterou comportamentos?
Criou um novo hábito, ocasião ou papel para a categoria?

2. Ela aumentou a penetração?
Atraiu novos compradores para a marca ou categoria?

3. Ela criou uma rotina?
A inovação conseguiu tornar-se rotina — ou serviu apenas para testar?

4. O crescimento foi realmente incremental?
Ou limitou-se a redistribuir a procura já existente?

As empresas líderes em inovação já acompanham essas reações desde os primeiros sinais de adoção.

A escala não significa sucesso

Menos de 10 % dos lançamentos de produtos de grande consumo atingem uma escala significativa no primeiro ano.

Mas a expansão por si só não garante um crescimento sustentável. Porque os grandes lançamentos também podem:

  • diminuir a rentabilidade
  • aumentar a dependência promocional
  • redistribuir o volume internamente
  • ou acelerar a fragmentação do portfólio

Ao mesmo tempo, pequenas inovações podem tornar-se extremamente relevantes quando conseguem desencadear novos comportamentos.

A dimensão da inovação amplifica as consequências. Não garante a relevância.

Os primeiros 100 dias revelam o potencial da inovação

As inovações mais marcantes costumam dar sinais logo numa fase inicial.

Os primeiros 100 dias costumam ser decisivos:

  • potencial de penetração
  • força de repetição
  • velocidade de adoção
  • aumento do número de ocasiões
  • e a capacidade de sustentabilidade a longo prazo

As empresas mais avançadas já monitorizam:

  • carácter incremental
  • repetir
  • origem do volume
  • angariação de clientes
  • vantagem competitiva
  • velocidade de recrutamento
  • A importância na rotina

Porque a gestão da inovação deixou de ser apenas um acompanhamento pós-lançamento.

Passou a ser um exercício contínuo de diagnóstico comportamental.

Não existe uma fórmula universal para o sucesso

Cada categoria apresenta características distintas em termos de:

  • adoção
  • penetração
  • repetição
  • elasticidade
  • a expansão pontual

O mesmo se aplica a:

  • marcas de luxo
  • marcas económicas
  • categorias impulsivas
  • categorias de rotina
  • nichos
  • e os mercados altamente fragmentados

Por isso, a avaliação comparativa da inovação precisa de contexto. As empresas mais avançadas já definem:

  • objetivos de penetração
  • curvas de adoção previstas
  • objetivos de incrementalidade
  • alvos de repetição
  • A expectativa de expansão deve ser adaptada à realidade do setor.

O que as marcas líderes estão a fazer de diferente

As empresas mais avançadas já deixaram de avaliar a inovação apenas com base nas vendas.

Elas incluem:

  • penetração
  • repetição
  • velocidade de adoção
  • carácter incremental
  • recrutamento de shoppers
  • aumento do número de ocasiões
  • vantagem competitiva
  • a relevância comportamental

Mais importante:

Elas utilizam o comportamento de compra para perceber se a inovação está a reforçar ou a enfraquecer a qualidade do crescimento da marca.

Porque a inovação já não se resume apenas ao lançamento de produtos.

É:

  • criar relevância
  • ampliar rotinas
  • criar procura
  • e criar uma vantagem competitiva sustentável

O futuro da inovação não será determinado pela quantidade de lançamentos

Será definido pela capacidade de transformar comportamentos.

Porque o mercado não precisa necessariamente de mais inovação.

É necessária inovação capaz de gerar crescimento real.

Vamos conversar

Queres entender:

  • Que sinais indicam sucesso na sua categoria?
  • Quantas das suas inovações são, na verdade, incrementais?
  • Que atributos aumentam a repetição e a adoção?
  • Que estratégias estão a impulsionar o crescimento das categorias na América Latina?
  • E como é que o comportamento de compra pode melhorar as decisões de inovação?

Contacte-nos. Vamos conversar sobre como transformar inovação em crescimento sustentável.

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