Este aumento deve-se, principalmente, ao consumo das classes D e E
Ao pensar no aumento do consumo de produtos da categoria de higiene e beleza num contexto de — cada vez maior — regresso ao presencial, é comum pensar no impacto sobre os produtos usados «para sair», como as maquilhagens. Mas este fenómeno também influencia os cuidados pessoais dentro dos lares. Neste contexto, a cesta de Higiene e Beleza cresceu 3,5% em unidades no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Aqui, mais do que maquilhagem, o consumidor prioriza as despesas com sabonetes. A categoria apresentou um aumento de 3% em unidades.
Uma das tendências que impulsionam esse consumo é a do «banho premium», uma tendência nas redes sociais em que as pessoas mostram os produtos que utilizam nos dias em que tomam o seu banho mais completo, com todos os produtos que geralmente guardam para ocasiões especiais. A tendência do banho premium mostra essa disposição do consumidor brasileiro em explorar diferentes níveis de marcas, poupando o seu dinheiro para consumir marcas premium nas categorias que considera realmente importantes, associadas ao prazer e ao autocuidado.
Observa-se uma dinâmica interessante relacionada ao consumo de sabonetes nas Classes D e E. Para acompanhar a tendência de premiumização em categorias seletas, este perfil chega a reduzir as suas despesas em categorias como produtos perecíveis e bens de consumo básico, a fim de redirecionar esse investimento para a higiene e a beleza. No segundo trimestre de 2024, a preferência por marcas premium por parte desta classe cresceu 11%, com a procura por banhos mais sofisticados, popularmente chamados de «banho premium», que impulsionam o segmento premium dos sabonetes.
Independentemente do público, verifica-se um aumento de 5% nas categorias presentes na rotina semanal de cuidados pessoais dos brasileiros e um acréscimo de 6% no tempo dedicado a esses cuidados. Em números, há uma média de consumo de nove categorias e de sete minutos de cuidados por cada produto no período analisado.
É importante salientar ainda que os brasileiros estão a utilizar mais produtos de higiene e beleza do que a comprar novos itens. Enquanto a cesta registou um aumento de 12% na penetração de compra entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período do ano anterior, a repetição de uso subiu 17%.
Compreender como os consumidores utilizam os produtos adquiridos é fundamental para a criação de estratégias de marca. Com o nosso Painel de Utilização de Produtos de Higiene e Beleza, é possível ir além do comportamento de compra e perceber quais as novas tendências, como a do «banho premium», que podem oferecer oportunidades para a introdução de uma nova categoria ou marca. Fale com os nossos especialistas para conhecer as nossas soluções.

