Os hábitos de compra das famílias da América Central estão a mudar. O consumidor distribui cada vez mais as suas compras por diferentes canais, formatos e retalhistas, obrigando as marcas a compreender não só onde compra, mas também o que procura em cada local e por que razão o escolhe.
Na CariCAM, cada família acede, em média , a 21 canais por ano, contra os 16,5 registados há apenas dois anos. A omnicanalidade está no seu auge e nenhuma emissora concentra, por si só, a compra.
O que significa este novo mapa para as estratégias de retalho e de consumo em 2026?
Mais canais, diferentes objetivos de compra
Visitar mais canais não significa apenas ter mais opções. Uma compra para abastecimento, reposição, emergência ou por capricho pode levar o mesmo consumidor a locais diferentes.
Por isso, compreender o comportamento omnicanal implica identificar qual a função de cada canal, quais os atributos que motivam a sua escolha e o que faz com que o consumidor volte.
Esta fragmentação está também a redistribuir o volume de vendas. O canal tradicional está a perder quota de mercado para outros formatos e segmentos. Ao mesmo tempo, alguns formatos de desconto, comoa Despensa Familiar e a Palí, estão a perder volume, enquanto os consumidores se deslocam para supermercados independentes e outros formatos; no seio do Walmart, a Maxi Despensa está a crescer.
Para as marcas, a questão passa a ser: para onde se está a orientar a compra na minha categoria?
Marca própria: uma concorrência que vai além do preço
O novo panorama está também a alterar a relação entre marcas comerciais e marcas próprias.
Na CariCAM, a marca própria mostra sinais de estabilização, enquanto na República Dominicana continua a ganhar terreno, impulsionada por programas como «Bravo», «Sirena» e «Aprezio».
No entanto, para compreender esta dinâmica, é necessário olhar para além da penetração. O que é que o consumidor valoriza quando compra uma marca própria? Em que categorias ainda demonstra desconfiança? A escolha deve-se realmente ao preço ou também intervêm a qualidade, o desempenho e a perceção de valor?
São perguntas que podem revelar em que pontos uma marca tem a oportunidade de defender — ou recuperar — a compra.
O comércio eletrónico já faz parte do percurso
A transformação também se verifica online. Na CariCAM, quase 4 em cada 10 famílias já fazem compras através do comércio eletrónico, praticamente o dobro do que há dois anos.
Na República Dominicana, o comércio eletrónico através de aplicações registou um aumento de 10 pontos percentuais na penetração em apenas um ano.
O próximo desafio é compreender o que transforma uma primeira compra digital num hábito: que características valoriza o comprador habitual, o que caracteriza o comprador esporádico e que barreiras ainda mantêm outros consumidores afastados deste canal.
Do local de compra ao motivo da escolha
Saber quais os canais que ganham ou perdem é apenas uma parte da história.
O «Retail Golden Trends 2026» relaciona as razões, perceções e motivações declaradas pelos agregados familiares com o seu comportamento real de compra. Desta forma, permite analisar em que medida o que o consumidor diz coincide — ou não — com o que realmente faz numa determinada categoria.
Esta leitura ajuda a transformar as mudanças no setor retalhista em decisões concretas: onde investir, o que levar para cada formato, como implementar e com que argumentos negociar com cada retalhista.
O que significam estas tendências para a tua categoria?
O perfil do consumidor está a mudar. O Retail Golden Trends 2026 permite identificar de que forma essas mudanças afetam especificamente a sua categoria, as suas marcas e os seus concorrentes.
Conheça as principais tendências de compra dos consumidores e descubra onde está a sua próxima oportunidade de crescimento.

