No México, a transmissão do futebol não começa com o primeiro jogo. Começa antes, nas conversas em família, nos planos com os amigos e nas rotinas que se reorganizam em torno do calendário dos jogos. O que à primeira vista parece apenas um evento desportivo, na verdade torna-se um fator de mudança na vida cotidiana... e também no carrinho de compras.
Na Worldpanel, analisamos o consumo real das famílias para entender como eventos de grande relevância cultural afetam as decisões de compra. A partir dos dados de milhares de famílias mexicanas, identificamos quem se declara fã de futebol, quem o acompanha ocasionalmente e quem não demonstra afinidade direta, e observamos como cada um desses grupos ajusta o seu comportamento durante a temporada da Copa do Mundo.
Hoje, cerca de 4 em cada 10 famílias no México consideram-se adeptas do futebol. Mas o impacto não se limita aos fãs apaixonados. Em torno deste núcleo, ativam-se famílias ocasionais e até mesmo aquelas que não se identificam como adeptas, mas que ajustam a sua dinâmica quando o futebol se torna o tema central. Esta combinação cria uma audiência ampliada que explica por que este torneio não é um fenómeno de nicho, mas um momento que atinge uma parte muito relevante do mercado FMCG.
Além disso, a forma como se vive o futebol reforça esse efeito. A maioria dos jogos é assistida em casa, principalmente pela televisão e também pela internet, enquanto apenas uma pequena parte é vivida no estádio. O lar torna-se o principal cenário e, com ele, multiplicam-se os momentos de convívio e consumo.
Durante esta temporada, o consumidor não necessariamente compra mais vezes, mas compra de forma diferente. As idas ao ponto de venda são reduzidas e os carrinhos por ocasião aumentam, com mais unidades e uma lógica de abastecimento mais clara.
Neste contexto, os formatos grandes e extragrandes ganham destaque. O consumidor procura rentabilidade nos seus gastos e prioriza apresentações que lhe permitam resolver o consumo partilhado de forma eficiente.
O comércio eletrónico surge como um complemento para compras planeadas, onde se busca eficiência e rendimento dos gastos, não apenas redefinindo o que se compra, mas também onde se compra.
Para marcas e retalhistas, este fenómeno levanta uma questão estratégica: está a ativar as categorias que realmente crescem ou apenas aquelas que sempre comunica?
Entender as famílias mundialistas implica ir além do entusiasmo pelo futebol e observar como esse entusiasmo se traduz em decisões concretas no ponto de venda e no carrinho digital.
No One Pager, aprofundamos os dados por trás dessas mudanças.
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