Ao analisar o comportamento do consumidor argentino na perspetiva do Campeonato do Mundo de 2026, observamos uma dinâmica interessante: existe planeamento, mas é de curto prazo e está fortemente ligado ao momento do jogo.
Os dados revelam que 48,3% dos argentinos fazem as suas compras poucas horas antes dos jogos, enquanto 37,8% compram no dia anterior.
Isto indica um comportamento mais estruturado do que o do Brasil, mas ainda longe de um planeamento a longo prazo. Apenas 22 % afirmam organizar-se com vários dias de antecedência.
Esta característica está diretamente relacionada com a composição dos agregados familiares no país. A Argentina apresenta uma forte presença de «Apasionados», consumidores que acompanham o futebol de forma constante e tendem a organizar melhor a experiência de assistir aos jogos.
Apesar disso, o consumo continua a ser altamente sensível ao contexto.
A decisão de compra ocorre perto do momento do jogo, influenciada pela expectativa, pelo clima emocional e pelo desempenho das equipas.
Outro ponto relevante é a capacidade do evento de envolver diferentes perfis. Tal como noutros países da região, até mesmo os desinteressados tendem a envolver-se durante o Mundial, ampliando o alcance do consumo.
Este equilíbrio entre planeamento e impulso cria uma dinâmica própria.
Para as marcas e os retalhistas, isto significa que as estratégias devem atuar em intervalos de tempo curtos — especialmente na véspera e no dia do jogo —, que é quando a decisão de compra realmente ocorre.
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Perguntas frequentes:
Como é que os consumidores argentinos planeiam as suas compras durante o Mundial?
Os consumidores argentinos planeiam, mas fazem-no a curto prazo: a maioria concentra as suas compras entre o dia anterior e as poucas horas que antecedem o jogo.
Quando é que a maioria dos argentinos faz as compras antes dos jogos?
48,3% compram poucas horas antes do encontro e 37,8% fazem-no no dia anterior, enquanto apenas 22% planeiam com vários dias de antecedência.
Será que o consumidor argentino é mais organizado do que o de outros países da região?
Sim. Em comparação com o Brasil, o consumidor argentino apresenta um comportamento mais estruturado, embora ainda esteja longe de um planeamento a longo prazo.
Que tipo de perfis predominam nos lares argentinos durante o Mundial?
Predominam os consumidores «Apasionados», que acompanham o futebol de forma constante e tendem a organizar melhor a experiência de assistir aos jogos.
Por que é que, mesmo com planeamento, a decisão de compra acaba por ser tomada perto do jogo?
Porque o consumo é fortemente influenciado pelo contexto emocional: a expectativa, o ambiente antes do jogo e o desempenho das equipas têm um impacto direto na decisão final.
Que papel desempenha o impulso no consumo durante o Mundial na Argentina?
Um papel fundamental. Embora exista um planeamento básico, é o impulso que determina a compra final, especialmente na véspera e no dia do jogo.
Os consumidores desinteressados também participam durante o Mundial?
Sim. Durante o Mundial, até mesmo os perfis que normalmente não acompanham futebol tendem a envolver-se, ampliando o alcance do consumo.
Que oportunidades este comportamento cria para as marcas e os retalhistas?
Cria oportunidades em janelas de tempo curtas, em que as ativações, as promoções e a presença da marca na proximidade do jogo são mais eficazes.
Quais são os momentos mais estratégicos para promover uma marca na Argentina?
Principalmente na véspera do jogo e nas horas que antecedem o início do encontro, quando a decisão de compra é efetivamente tomada.
O que nos revela o caso argentino sobre a dinâmica entre planeamento e impulso?
Existe um equilíbrio próprio: o planeamento está presente, mas o impulso e o momento emocional são determinantes na decisão final.

