As famílias argentinas com jovens responsáveis pelas compras fazem compras maiores, visitam menos os pontos de venda e têm novas prioridades ao escolher os produtos.
Você já se perguntou como são os hábitos de consumo nas famílias onde os responsáveis pelas compras têm menos de 35 anos? A Worldpanel by Numerator revela dados importantes sobre essa faixa etária.
O que vemos é que ele apresenta um comportamento distinto em relação a outros segmentos: é o que registra a menor queda no consumo, com mais categorias de produtos que crescem em suas compras e menos que recuam em relação ao total de famílias.
Embora se destaquem na base da pirâmide socioeconómica, um em cada quatro desses lares pertence aos níveis alto e médio. Além disso, apresentam uma pluralidade na sua composição: predominam os grupos familiares de 3 a 4 membros e destaca-se a presença de filhos pequenos, um fator determinante nas suas decisões.
Maior resistência à queda do consumo e preferências diferentes
Num cenário ainda em recuperação, marcado pela contração geral do consumo, as famílias com responsáveis pelas compras com até 35 anos mostram maior dinamismo e uma retração menor do que outros segmentos etários. Enquanto a média geral registrou uma queda de 4,3% no volume da sua cesta de compras, neste grupo a redução foi de 3,6%.
Os lares com responsáveis mais jovens também são aqueles que mais categorias de produtos conseguiram manter ou aumentar nas suas compras: 25 categorias aumentaram o seu volume, contra apenas 11 na média geral. Ao mesmo tempo, recuaram 9 categorias a menos do que no total dos lares.
Compras grandes e menos frequentes
Por outro lado, as famílias jovens apresentam o ticket médio mais alto do mercado no que diz respeito ao consumo massivo, embora com menor frequência de compra. Isso se explica por um padrão claro: 45% preferem fazer compras maiores e espaçadas no tempo, especialmente em canais grossistas, onde se observa uma clara preferência por abastecer-se com mais de 10 categorias.

Filhos pequenos, uma chave para entender o consumo
Os hábitos de consumo em lares com responsáveis pelas compras com menos de 35 anos também têm mudado devido à presença de filhos em casa. Isso se reflete, por exemplo, na perda de penetração de algumas categorias, como tinturas, vinhos e adoçantes, no segmento jovem, enquanto outras, como sobremesas para crianças, sumos em pó, cacau em pó e hambúrgueres, ganham espaço no carrinho de compras. O desafio para as marcas das categorias relegadas é encontrar como rejuvenescer o seu perfil perante este tipo de público.
Por outro lado, além do predomínio de crianças pequenas nos lares chefiados por jovens, existe outra parcela importante deles que não tem filhos (31%), contrastando com apenas 18% dos lares chefiados por pessoas entre 35 e 49 anos.
Novas prioridades na prateleira
Os dados também mostram que os jovens deixam de lado certos produtos que continuam a ser consumidos pelos adultos mais velhos, como bebidas alcoólicas e laticínios, o que pode estar relacionado a fatores como o cuidado com as crianças, novas formas de alimentação ou prioridades económicas.

Em resumo, as famílias jovens são um segmento com peso crescente, que resiste melhor à queda do consumo geral e redefine o perfil do comprador: responsável, familiar, pragmático e com hábitos de compra adaptados a um novo cenário económico e social. Compreender os seus costumes e prioridades é fundamental para quem procura conectar-se com as novas gerações de consumidores.
Na Worldpanel, preocupamo-nos em oferecer à indústria de consumo de massa uma visão profunda sobre as tendências e dinâmicas do mercado na Argentina. Entre em contacto connosco para receber mais informações.

